Metade dos leitores olhou esse título e disse: “O Que!??!”… A outra metade cantarolou junto. E lembrou-se da cena de A Noviça Rebelde ou de Moulin Rouge. O impacto que os musicais têm nas pessoas é exatamente esse: ou amam ou detestam. Dificilmente você encontra alguém indiferente ao gênero. A idéia aqui é levanttar um pouco da história desse gênero.
A música surgiu antes da fala nos cinemas. Na era muda, músicos acompanhavam as cenas tocando ao vivo. Só anos depois que surge a fala e, na seqüência, o canto. A primeira aparição aliás, foi no ano de 1927 com O Cantor de Jazz. Já na década de 30 eles se expandiram e os mestres do cinema dançado e cantado brilharam: Fred Astaire e Ginger Rogers. Os anos 40 trouxeram aquilo que talvez seja a maior fonte da rejeição aos musicais. Até então os números cantados eram contextualizados na história e, desde Agora Seremos Felizes, de 1944, o canto passou a surgir “do nada”.
As décadas de 50 e 60 presentearam com filmes que até hoje são referências como Cantando na Chuva (1952), Amor, Sublime Amor (1961), My Fair Lady (1964) e a Noviça Rebelde (1965). Destaque também para os filmes de Elvis, precursor de sucessos como Os Embalos de Sábado à Noite (1977), filme que levou John Travolta ao estrelato.
Após uma década perdida, os anos 90 mostraram que musicais podem e devem ser resgatados. O sucesso de Evita e Priscilla resgatou a magia desse gênero. O mérito é também dos estúdios Disney que fizeram os lindos A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Alladin. Atualmente, os musicais vivem uma intensa retomada com filmes como Moulin Rouge, Chicago e, mais recentemente Mamma Mia!, filme que resgata as canções dos suecos do ABBA e o francês Canções de Amor.
Os 25 maiores musicais de todos os tempos
01. Cantando na Chuva
02. Amor, Sublime Amor
03. O Mágico de Oz
04. A Noviça Rebelde
05. Cabaret
06. Mary Poppins
07. Nasce uma Estrela
08. My Fair Lady
09. Sinfonia de Paris
10. Agora Seremos Felizes
11. O Rei e Eu
12. Chicago
13. 42nd Street
14. O Show deve continuar
15. O Picolino
16. Uma Garota Genial
17. A Roda da Fortuna
18. A Canção da Vitória
19. Um dia em Nova Iorque
20. Grease
21. Sete Noivas para Sete Irmãos
22. A Bela e a Fera
23. Eles e Elas
24. Magnólia – O Barco das Ilusões
25. Moulin Rouge
The Sound Of Music

4 Comentários
15 15UTC Setembro 15UTC 2008 às 7:11 pm
Percebo que a interação das artes são coisas que despertam uma atenção especial do espectador. Por isso acho que os musicais têm este lado “ame ou odeie”. Música, dança, teatro e/ou cinema são artes que, se bem combinadas, podem dar origem a grandes clássicos que ditam uma época.
15 15UTC Setembro 15UTC 2008 às 7:42 pm
Só quem usa o verbo “transbordar” consegue usar o “presentar” com o sujeito sendo uma década… HAHAHAHAH
Olha, como pessoa humana que sabe o sapateado do Chicago de cor eu assumo que amo musicais…
17 17UTC Setembro 17UTC 2008 às 1:04 am
é… é uma coisa totalmente “musical: ame-o ou abomine-o”.
senti falta do engraçadíssimo “todos dizem ‘eu te amo’”, do woody allen… sensacional!
18 18UTC Setembro 18UTC 2008 às 12:13 pm
É, se alguém não gosta de musicais, não gosta mesmo. Eu adoro!
Só que Molin Rouge estaria algumas posições acima e Amor, Sublime Amor (não consigo gostar muito desse filme) abaixo na minha lista. Senti falta do Sweeney Todd.