O poder ($$) do hit

Por Andréa Hiranaka

No meu post passado, comentei sobre as bandas pequenas que podem se aproveitar das plataformas online para sua divulgação. O post passado foi postado exatamente no dia 03 de setembro, dia em que começou a venda dos ingressos para o show da Madonna em São Paulo, o que me fez pensar exatamente no outro lado, o lado dos mega hits.

Pensei em contar toda a minha saga atrás de ingressos para o show, da frustração, da esperança, da raiva, do sono, mas acho que você leitor deve ter passado por isso ou pelo menos conhece alguém que passou por isso. Pouparei-os de todo drama e stress portanto.

Apesar de todas (TODAS!) as críticas quanto ao sistema de vendas de ingresso, pensem, é realmente impressionante a demanda por este show. Somando os três primeiros shows, dois em de SP e do RJ, foram 205 mil ingressos à venda, 130 mil no Morumbi e 75 mil para o Maracanã, que praticamente acabaram em poucos dias, sendo que serão os segundos mais caros da turnê latino-americana (“perdemos” apenas para o Chile). Absurdo!

E você pensa “G-zus, como existe fã de Madonna nesse Brasil!”, mas ela não foi o único exemplo de desespero por ingressos. Vocês devem se lembrar muito bem do trauma que foi o show do U2 em 2006 (apesar de não ter ido, lembro bem do efeito pós-U2. Qualquer ingresso para qualquer show acabava em questão de horas). Mais recentemente, todos os ingressos para o show do João Gilberto no Auditório do Ibirapuera acabaram em 1 hora e 23 minutos.

Fato, ser hit dá muito dinheiro. Mesmo com todo discurso do Chris Anderson sobre a queda de popularidade, não há o que se discutir. Se não fosse assim, não existiria uma Live Nation da vida, ganhando litros com mega contratos (ou assim eles esperam). O detalhe é atender a essa demanda sem fazer com o entretenimento vire sofrimento. Assim como lidar com a cauda é complicado, lidar com a cabeça requer também aprendizado (cauda? cabeça? Veja aqui).

PS: Só pra avisar, consegui os ingressos! Acabou que mesmo dando pau, o site aceitou meu cartão de crédito! Dia 20 estarei lá, bem longe vendo a Madgie no telão =P

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3 Comentários

Arquivado em Música

3 Respostas para “O poder ($$) do hit

  1. cara…

    fui no show da diana krall q rolou de-graçamente no villa-lobos. me arrependi antes mesmo d chegar lá.

    puta trânsito, não tinha onde estacionar, num tinha um carinha vendendo água, um puta sol, sem nenhuma árverezes onde tava rolando o show e uma galeeeeeeeera absurda.

    no final das contas, eu acho q vi uma diana krallzinha beeeeem lá no fundo, tocando quase exatamente o “live in paris”.

    eu teria ganhado mais ouvindo o CD em casa, com um jack on the rocks na mão.

  2. André Sobreiro

    Será que vale pagar tudo isso e ver aquele pontinho lá na frente? não sei… mas o dia 20 de dezembro vai me dizer…. Madonna ai vou eu!!!

  3. Pingback: Music Pills » Blog Archive » O poder ($$) do hit

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