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CORRÃO!

Todo adolescente já teve algum filme catástrofe entre seus preferidos. O meu, vou confessar é Independence Day. Adorava ver a chegada daquela nave gigantesca, encobrindo o céu e a população se apavorando. A chegada de O dia em que a Terra Parou, com Keanu Reeves reacende essa febre juvenil. Pensando nisso, segue uma breve lista dessa categoria. Para facilitar, estarão divididinhos em dois grupos: A Invasão espacial e As Forças da Natureza.

A Invasão Espacial: pensa em qualquer coisa que está longe de nós? ETs, Marte, Asteróides, qualquer coisa. Pode ter certeza que nesses filmes eles virão direto pra cá! Pra ser mais exato, pros Estados Unidos. Mais exato ainda, ou Washington ou NY. Explosões de prédios emblemáticos como Pentágono, Casa Branca e, sempre, a Estátua da Liberdade – que não é prédio, mas sofre por que ETs e asteróides são espertos!

Impacto Profundo – dois cometas vêem para a Terra. Alguns eleitos são enviados para um bunker, para recriar a humanidade. Com Elijah Wood, Robert Duvall e Vanessa Redgrave.

Armageddon – a encarnação do sofrimento nesses filmes! Liv Tyler vê o pai (Bruce Willis) e o namorado (Ben Affleck), ambos astronautas,  numa missão destruir um asteróide. A cena da tela provoca o choro em qualquer um que assista.

Independence Day – De ETs. E quase não vemos ETs! Vemos Will Smith salvando o mundo. De longe o enredo mais sem graça dessa lista, mas acenas fodásticas compensam tudo!

As Forças da Natureza: ninguém veio de fora! Está tudo aqui o tempo todo. O aquecimento global, a caça às baleias, seja lá por que, o mundo vai acabar. Salve-se quem puder!

Volcano – o culpado é um vulcão. Em Los Angeles! Tommy Lee Jones (aquele do MIB) tenta salvar a população da lava junto com Anne Heche.

Twitter, ops Twister – Dessa vez a mãe natureza mandou o vento. Ou melhor, furacões. Bill Paxton e Helen Hunt são um ex-casal que estuda o fenômeno. Nenhum grande prédio é destruído, apenas casinhas interioranas mas ver a coitada da vaquinha voando vale o filme.

Terremoto – quem disse que filme catástrofe é coisa nova? Ok, os efeitos não são os melhores do mundo mas no longínquo 1974, um terremoto atingiu a cidade de Los Angeles. No elenco, Charlton Heston e a ex-diva Ava Gardner, já em fim de carreira.

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Bicicletas a 24 fotogramas por segundo

Devido a uma viagem, nosso querido palpiteiro Caio Paganotti não poderá postar hoje. Isso não vai significar página vazia. No lugar a fiel leitora e imensa amiga que tanto faz falta aqui no Brasil Érica Chaves nos mandou esse curioso texto direto da Espanha. Publicado orginalmente no soitu.es, portal que ela trabalha, o texto em sua língua original pode ser lido aqui. Temos certeza que o Paga está se sentindo bem representado.

et-o-extraterrestrePor Érica Chaves

A Bicicleta está bem próxima da telona desde o começo do cinema. Ela já aparecia no primeiro filme dos irmãos Lumière e esta eternizada em cenas memoráveis. Começa hoje o “Bicycle Film Festival 2008” em Melbourne (Austrália), festival iitrante que durante cinco dias tornará a bicicleta protagonista da arte e do cinema. Fizemos uma lista de seus papéis de destaque na história da grande tela.

La Sortie des usines Lumière (1895)
Neste longa-metragem, a bicicleta aparece com os operários que saem das fábricas francesas nas primeiras imagens da sétima arte. E não por acaso, pois as bicicletas eram o principal meio de transporte para curtas distancias no fim do século XIX.

Ladri di biciclette (1948)
A bicicleta foi o primeiro meio usado para se fazer travilling “A bicicleta está em plena efervescência quando nasce o cinema. Por exemplo, podemos associar o movimento das rodas e o filme quando se projeta na telona”, explica Eduardo Rodríguez, professor da Universidade Complutense de Madrid. No cinema francês dos anos 40 e 50 é típica a cena em que aparece um casal em cima de uma bicicleta. O cinema italiano também mostra nas telas o interesse por esse meio de transporte no clássico “Ladri di biciclette”.

Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969)
Tudo muda nos anos 60 e a bicicleta chega ao cinema americano como objeto de uma lembrança feliz em “Butch Cassidy and the Sundance Kid”. “A bicicleta agora faz parte de um sonho nostálgico que não pode mais ser vivido”, conta Pablo Francescutti, membro do Grupo de Estudos Avançados de Comunicação da Universidade Rey Juan Carlos de Madrid. O que está na moda agora são os sonhos de liberdade que os carros trazem consigo, como o que se vê em “Bonnie and Clyde” (1967)

As pessoas chegam às salas para ver os carros e nasce inclusive um novo subgênero, o “road movie”, cujo protagonista é o automóvel. “Na Europa havia mais carros nas telas do que nas ruas. O cinema foi o promotor do carro e provocou o desejo nas pessoas de comprar um” explicam os especialistas. Em “Herbie” (1969) o carro aparece como “objeto de amor” de seus donos.

Entretanto, o automóvel, que estava associado ao desejo, à independência e à modernidade, passa a ser associado a algo ruim. Em “O Diabo sobre rodas”, de Steven Spielberg em 1971, a personagem viaja em um carro e é perseguida por um caminhão. A fantasia agora é pesadelo e medo.

Se buscarmos um pouco mais na memória, encontraremos outros exemplos que vieram depois: “Um dia de Fúria” (1993), “Independence Day” (1996), “Armageddon” (1998). Francescutti explica que o carro teve sua ascensão com o espírito esnobe das classes altas, para depois passar a ser objeto de obsessão da maioria. Por isso está associado à destruição pessoal e coletiva.

Ainda que durante esses anos o carro chamasse mais a atenção nos filmes, outras jóias do cinema como “Breaking Away” resistem a deixar a bicicleta estacionada.

ET (1982), Quicksilver (1986) e A Vida é Bela (1997)
A bicicleta, apesar de continuar no passado temporal dos filmes, sempre esteve presente de maneira positiva no cinema. De acordo com os especialistas, o passeio em “ET” significa liberdade e em “A Vida é Bela”, a bicicleta está associada ao cotidiano e encontros de amor.

Para os que entendem de cinema, é possível que a bicicleta volte com a força que teve no começo da sétima arte, mas isso depende, sobretudo dos jovens, a principal classe consumidora de filmes na telona. “o que vemos nos filmes reflete a sociedade e os roteiristas mostram o que enxergam nela”.

La Bicicleta‘ (2006)
A principal protagonista deste filme do valenciano Sigfrid Monleón de 2006 é, sem dúvida, a bicicleta. Seu diretor assegura que se baseou no clássico do século passado “Ladri di biciclette”. A bicicleta também aparece como protagonista em apresentações ou camapanhas pelo uso da bicicleta, como em “We are traffic” (2005).

A bicicleta não só se transforma na estrela de grandes filmes, como também encontra seu espaço em pequenos documentários, curtas e longa-metragens que muitas vezes reivindicam esse meio de transporte sustentável. Há oito anos o Bicycle Film Festival , de junho a dezembro, percorre diferentes cidades do mundo como Nova York, Tóquio, Londres, Viena, paris, Milão e Melbourne, entre outras. O festival reúne diferentes trabalhos cinematográficos em torno da bicicleta que nem sempre conseguem chegam a fazer sucesso nas telonas.

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O futuro Disney

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Por André Sobreiro

Que a empresa do Sr. Walt Disney é uma fábrica de sucessos ninguém mais duvida. Desde os desenhos mais clássicos como Bela Adormecida até os atuais da parceria com a Pixar e o nonsense Piratas do Caribe, os sucessão são vários. Agora essa industria anuncia a incrível marca de 28 lançamentos até 2011.

O primeiro deles, previsto para o fim de 2009 é A Christimas Carol, filme com animação 3D baseado em história de Charles Dickens. Com direção de Robert Zemeckis e com Jim Carrey em sete papéis diferentes. Além disso, é grande a expectativa em torno de Tim Burton e sua Alice no País das Maravilhas.

Para as crianças, esse Natal traz Bolt, um cachorro metido a super herói com vozes de John Travolta e Miley Cyrus. Na seqüência virão Up e a continuação de Toy Story, que terá os outros dois filmes da trilogia relançados digitalmente.

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Mas a grande atração dos estúdios Disney não está em desenhos ou na frente das câmeras: é o diretor Jerry Bruckheimer. Nome responsável pelo sucesso da franquia Piratas do Caribe, Bruckheimer é o nome responsável por Prince of Pérsia, com o galã Jake Gyllenhaal (assumidamente um de meus atores favoritos na atualidade). Além disso, seu nome é ligado a outros projetos como o terceiro A Lenda do Tesouro Perdido, O Aprendiz de Feiticeiro e G-force. Isso sem citar o mais intenso boato do cinema atual: Piratas do Caribe 4, que ninguém sabe que continuará, mas TODO MUNDO diz que sim. São os estúdios Disney mostrando suas garras. Enormes, por sinal.

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Bond, James Bond

Por André Sobreiro

A estréia do próximo dia sete de Quantum of Solace é a coroação do Blond Bond, Daniel Craig. O caminho para o loirão, no entanto, não foi nada simples. Com antecessores como Sean Connery, George Lazenby (Quem? O Bond mais desconhecido ever!), Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan, Craig teve que provar que sua versão, cheia de socos, pontapés e – a heresia das hererias – roupa amassada, poderia sim cativar o público.

O agente, fã de martinis e de belas mulheres nasceu da mente do escritor inglês Ian Fleming em 1953. mas foi nove anos depois, em 1962, que o eterno Bond – e sem sombra de dúvidas o melhor deles – Sean Connery ganhou a fama mundial. 007 contra o Satânico Dr. No é, até hoje a grande referência para os fãs. A grande cena desse filme, aliás, é mundialmente vista até hoje. Ursula Andress, na pele de Hornny Ryder, sai das águas de biquíni e cinturão com uma faca, para encanto do agente. A cena foi tão marcante que, em 2002, a Bond Gilr Jynx, de Halle Berry repetiu a saída do mar em 007 Die Another Day.

As mulheres, aliás, são as grandes atrações desses filmes. As chamadas Bond Girls costumam ser mulheres fortes, mas que não resistem a pegada do bonitão. Grandes nomes já tiveram a honra de experimentar esse outro talento do britânico como Ursula Andress, Halle Berry, Kim Basinger, Teri Hatcher – sim a Lois Lane e depois Desperate Housewives – Michelle Yeoh, Eva Green e a mais recente Olga Kurylenko.

Para aqueles que não abrem mão, no entanto desses belos homens, a diversão é garantida. Sean Connery, galã de todas as épocas, sustentou por vários anos o título de espião mais charmoso de todos os tempos. Seus sucessores até seguraram o posto com grande talento, mas foi já nos anos 90 que Pierce Brosnan deixou platéias de todo o mundo de queixo caído com seu ar viril e charme maduro. Ele até pode não ser o mais talentoso dos Bonds, mas sem dúvida alguma seu charme levou muita gente pro cinema.

E por fim, o loiro. Sim, loiro. A polêmica já começou daí. Um James Bond loiro e nem tão alto assim (apenas 1,75m) tinha sido escolhido. Craig nem tão conhecido do grande público foi duramente criticado. Em Cassino Royale, que leva a história do agente para seu início, sobra porrada, suor e muita testosterona. A fórmula, bastante arriscada, agradou. Tanto que garantiu sobrevida ao gostosão, agora com o personagem mais contido e mais uma continuação garantida.

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Vampiros

Por André Sobreiro

O fim de 2008 traz para os cinemas mais um filme daquele que é um dos grandes personagens da literatura e do cinema: os Vampiros. Figura das sombras, bebedora de sangue humano, com pavor de luz, cruzes, água benta e alho, tem despertado o medo e a curiosidade por muitos e muitos anos, mais precisamente em 1897, com o livro Drácula de Bram Stoker, que difundiu a medonha personagem do Leste Europeu.

Mas foi na década de 20 que ele debutou na grande tela com Nosferatu (1922). Apesar de respeitar a história tem nomes de pessoas e locias alterados, uma vez que foi feito sem a autorização dos herdeiros do escritor.

Nos anos 50, no entanto, um ator ganhou notoriedade e até hoje é identificado com Drácula: Christopher Lee. Lançado em 1958, Drácula, é um clássico que até hoje é referência em terror.

Em 1992, o renomado Francis Ford Coppola decidiu produzir sua versão com Drácula de Bram Stoker, vivido por Gary Oldman. Dois anos depois um grupo de galãs trouxe os vampiros para a grande tela: Brad Pitt, Tom Cruise e Antonio Banderas participaram do pop Entrevista com o Vampiro, inspirado no livro de Anne Rice.

Por fim, o filme chefe desse verão: Crepúsculo. Sthephenie Meyer criou seu Edward Cullen, um vampiro adolescente charmoso e sedutor que chegou diretamente de Forks para rivalizar nos corações das adolescentes com Harry Potter. E a promessa é boa. Uma história adolescente, porém sombria, e com muita ação e romance é o que espera esse vampiro do século XXI vivido por Robert Pattinson.

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Um quadrinho depois do outro…

Por André Sobreiro

A idéia é bastante simples. Pegue um desenho. Coloque outro desenho na seqüência, um pouquinho diferente desse. E outro, e outro e mais outro. Pronto, nasceu uma animação (e se você trocar isso por fotografias, o cinema). E mesmo com toda essa simplicidade o cinema de animação é um grande atrativo de público (especialmente o infantil, claro).

Criado pelo francês Émile Reynaud, o praxynoscópio exibia filmes de 500 a 600 imagens em 1892, na França. Com os projetores modernos, o primeiro filme foi Fantasmagorie, do também francês Émile Courtet, em 17 de agosto de 1908. No Brasil, no entanto, sua presença é bem recente. As primeiras experiências de Eugênio Fonseca Filho foram nas primeiras décadas do século XX. Nosso primeiro projeto de destaque foi lançado em 1953, Sinfonia Amazônica de Anélio Lattini Filho.

Mas foi um americano quem colocou as animações no mais alto patamar do cinema: Walt Disney. Criador de uma fábrica de fantasia para crianças e adolescentes, produziu clássicos como Branca e Neve e os Sete Anões (1937), Pinóquio e o surreal Fantasia (1940), Cinderela (1950), Alice no País das Maravilhas (1951) e mais recentemente A Bela e a Fera (1991) e Aladdin (1992).

Tamanha importância que, dentre as cem maiores bilheterias de todos os tempos temos impressionantes 16 desenhos: Shrek 2 (11º), Procurando Nemo (16º), Shrek Terceiro (20º), O Rei Leão (26º), A Era do Gelo 2 (34º), Ratatouille (37º), Kung Fu Panda (40º), Madagascar (54º), Os Simpsons (55º), Monstros S.A. (56º), Toy Story (63º), Shker (65º), Aladdin (67º), Carros (73º), Tarzan (85º) e Wall-E (100º)

A lista inclusive aponta o atual embate entre Pixar, que viu seu nome crescer associada aos estúdios Disney e Dreamworks. Até o momento, entre os cem mais a vitória é da Pixar com seis filmes contra quatro da Dreamworks.

Alice no País das Maravilhas

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The Hills are alive/ With the sound of Music

Por André Sobreiro

Metade dos leitores olhou esse título e disse: “O Que!??!”… A outra metade cantarolou junto. E lembrou-se da cena de A Noviça Rebelde ou de Moulin Rouge. O impacto que os musicais têm nas pessoas é exatamente esse: ou amam ou detestam. Dificilmente você encontra alguém indiferente ao gênero. A idéia aqui é levanttar um pouco da história desse gênero.
A música surgiu antes da fala nos cinemas. Na era muda, músicos acompanhavam as cenas tocando ao vivo. Só anos depois que surge a fala e, na seqüência, o canto. A primeira aparição aliás, foi no ano de 1927 com O Cantor de Jazz. Já na década de 30 eles se expandiram e os mestres do cinema dançado e cantado brilharam: Fred Astaire e Ginger Rogers. Os anos 40 trouxeram aquilo que talvez seja a maior fonte da rejeição aos musicais. Até então os números cantados eram contextualizados na história e, desde Agora Seremos Felizes, de 1944, o canto passou a surgir “do nada”.
As décadas de 50 e 60 presentearam com filmes que até hoje são referências como Cantando na Chuva (1952), Amor, Sublime Amor (1961), My Fair Lady (1964) e a Noviça Rebelde (1965). Destaque também para os filmes de Elvis, precursor de sucessos como Os Embalos de Sábado à Noite (1977), filme que levou John Travolta ao estrelato.
Após uma década perdida, os anos 90 mostraram que musicais podem e devem ser resgatados. O sucesso de Evita e Priscilla resgatou a magia desse gênero. O mérito é também dos estúdios Disney que fizeram os lindos A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Alladin. Atualmente, os musicais vivem uma intensa retomada com filmes como Moulin Rouge, Chicago e, mais recentemente Mamma Mia!, filme que resgata as canções dos suecos do ABBA e o francês Canções de Amor.


Os 25 maiores musicais de todos os tempos

01.    Cantando na Chuva
02.    Amor, Sublime Amor
03.     O Mágico de Oz
04.    A Noviça Rebelde
05.    Cabaret
06.    Mary Poppins
07.    Nasce uma Estrela
08.    My Fair Lady
09.    Sinfonia de Paris
10.    Agora Seremos Felizes
11.    O Rei e Eu
12.    Chicago
13.    42nd Street
14.    O Show deve continuar
15.    O Picolino
16.    Uma Garota Genial
17.    A Roda da Fortuna
18.    A Canção da Vitória
19.    Um dia em Nova Iorque
20.    Grease
21.    Sete Noivas para Sete Irmãos
22.    A Bela e a Fera
23.    Eles e Elas
24.    Magnólia – O Barco das Ilusões
25.    Moulin Rouge

The Sound Of Music

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