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Os melhores de 2008

Chegam as festas e com elas as intermináveis listas de melhores do ano. Clichê, mas que todo mundo adora. Cá estou pra fazer minha lista de melhores álbuns do ano. Na verdade, vou me aproveitar da pesquisa que o The Hype Machine está fazendo com os blogueiros de música e posto o meu ranking aqui também.

Quais os meus critérios de escolha? Nem artista revelação, nem inovação, nem produção, meu critério foi totalmente pessoal. A única coisa que posso afirmar é que meu gosto anda bem dançante. Eis meus 10 melhores álbuns do ano:

figura1

Minha lista postada lá no Hypem.

Por quê?

  1. Cut Copy – New 80’s. Dá uma energia só de ouvir (imagina ao vivo que delícia deve ser). ‘Feel The Love’, ‘Lights And Music’, ‘Hearts On Fire’, difícil escolher o tune favorito.
  2. Calvin Harris – Se o critério de escolha fosse freqüêcia de execuções no ITunes, talvez ele fosse o primeiro. Um dos caras que mais esperava ver no ano e acabou furando no Planeta Terra, mas tudo bem, ainda tem um espacinho no meu <3.
  3. Ladyhawke – Lançado só no final do ano, mas ganhou um posto lá em cima. Voz linda da. Boas músicas in natura e remixes ótimos rolando por aí.
  4. Girl Talk – Tá lá em cima na minha lista de artistas mais ouvidos no Last.fm. Simplesmente retardado e genial.
  5. MGMT – Talvez a banda hype do ano e Kids tem tudo pra ser a música do ano. Show gostosíssimo no Tim Festival.
  6. The Ting Tings – Ouço o cd de cabo a rabo, de frente, de lado, de costas. A voz da XX e dançante na medida certa.
  7. Kaiser Chiefs – Apesar de músicas muito boas no primeiro álbum, nunca achei que ia sair algo de bom depois de Ruby, Ruby, Ruby, Ruby. Eles me ganharam muito no Planeta Terra. Never Miss a Beat é a minha música desse álbum.
  8. Santogold – Na verdade, M.I.A. foi o bem mais ouvida que Santogold, mas ela tb é fantastiqué. AMO a voz dessa mulher.
  9. N.E.R.D. – All the girls standing in the line for the bathroom. O mais mainstream da lista toda. Sou mega suspeita pra falar de Pharrell, desde a época do Neptunes.

Depois pensando bem, mudaria algumas coisas. Uns álbuns subiriram, outros cairiam, e outros entrariam no ranking, como do Crystal Castles que mancadamente deixei pra trás.

Sei que tem gente que vai discordar de mim, sempre (SEMPRE!) tem. Ótimo! Tô pronta pra ouvir os argumentos e novas indicações!

Comentem aí!

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Mimimi

É, hoje eu acordei assim. Lidem com isso.

“Sing like nobody’s listening,
Live like it’s Heaven on Earth,
Work like you don’t need money,
Love like you’ve never been hurt,
And dance like no one’s watching.”

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This is a Maaaasssh-up!

Você já deve ter ouvido sobre Mash-ups por aí. Não? Ok, lição #1: Granny Teller will show you.

Resumindo, os mash-ups resumidamente são músicas feitas com outras músicas. Chamados também de Bastard Pop, Bootlegs, Smashups, Blends, Cutups ou Powermixing, uma das histórias de sua origem conta que surgiu em 1956 com um mix da leitura de Orson Welles de Guerra dos Mundos com alguns samples musicais chamada “The Flying Sauce”, feita por Bill Buchanan and Dickie Bookman.

Como diria Granny Teller, “in the world wide web” é fácil achar tanto os samples quanto softwares de mixagem o que faz com que a mixagem seja praticamente carne de vaca. Mas mais do que misturar coisas que já existem, um bom mash-up combina criatividade e senso apurado para criar algo inédito.

Nessas de misturar o inusitado e fazer músicas loucas, quem se destaca para mim são Girl Talk e E603 (ultimamente, o que tenho ouvido mais) e o 2 Many DJs (que descobri faz pouco tempo). No Brasil, João Brasil (você pode baixar o novo trabalho dele “Big Forbidden Dance” aqui).

Outro que descobri recentemente e acabei pirando foi o DJ Yoda que além dos mixes musicais ataca também como VJ. O mais legal dele é que ele mistura também falas de filmes, séries, desenhos e até video game (Mário World, clássico). Aqui um teco da apresentação dele no Tim Festival 2008:

“Here Comes the Block Rockin’ Beats”

“OI Dirty Mario”

(via Trabalho Sujo)

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O poder ($$) do hit

Por Andréa Hiranaka

No meu post passado, comentei sobre as bandas pequenas que podem se aproveitar das plataformas online para sua divulgação. O post passado foi postado exatamente no dia 03 de setembro, dia em que começou a venda dos ingressos para o show da Madonna em São Paulo, o que me fez pensar exatamente no outro lado, o lado dos mega hits.

Pensei em contar toda a minha saga atrás de ingressos para o show, da frustração, da esperança, da raiva, do sono, mas acho que você leitor deve ter passado por isso ou pelo menos conhece alguém que passou por isso. Pouparei-os de todo drama e stress portanto.

Apesar de todas (TODAS!) as críticas quanto ao sistema de vendas de ingresso, pensem, é realmente impressionante a demanda por este show. Somando os três primeiros shows, dois em de SP e do RJ, foram 205 mil ingressos à venda, 130 mil no Morumbi e 75 mil para o Maracanã, que praticamente acabaram em poucos dias, sendo que serão os segundos mais caros da turnê latino-americana (“perdemos” apenas para o Chile). Absurdo!

E você pensa “G-zus, como existe fã de Madonna nesse Brasil!”, mas ela não foi o único exemplo de desespero por ingressos. Vocês devem se lembrar muito bem do trauma que foi o show do U2 em 2006 (apesar de não ter ido, lembro bem do efeito pós-U2. Qualquer ingresso para qualquer show acabava em questão de horas). Mais recentemente, todos os ingressos para o show do João Gilberto no Auditório do Ibirapuera acabaram em 1 hora e 23 minutos.

Fato, ser hit dá muito dinheiro. Mesmo com todo discurso do Chris Anderson sobre a queda de popularidade, não há o que se discutir. Se não fosse assim, não existiria uma Live Nation da vida, ganhando litros com mega contratos (ou assim eles esperam). O detalhe é atender a essa demanda sem fazer com o entretenimento vire sofrimento. Assim como lidar com a cauda é complicado, lidar com a cabeça requer também aprendizado (cauda? cabeça? Veja aqui).

PS: Só pra avisar, consegui os ingressos! Acabou que mesmo dando pau, o site aceitou meu cartão de crédito! Dia 20 estarei lá, bem longe vendo a Madgie no telão =P

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A briga pela música

Por Andréa Hiranaka

Aqui começo os meus posts no Palpitando! Como no Music Pills, ainda falo de música por aqui, mas com uma proposta diferente. Lá continuo falando de bandas, shows, notícias e claro com as minhas indicações. Aqui minha idéia é criticar, sugerir, reclamar, elogiar e palpitar sobre o que anda rolando.

Bom, comecemos com a triste retirada do ar do Muxtape e com ele toda a minha alegria de montar mixtapes. Para quem não teve tempo de conhecê-lo, ele era um site lançado em março de 2008 que permitia os seus usuários montarem suas listas de MP3. Era só selecionar 12 faixas, upar as músicas e partilhar a com os amigos. Enjoou? Era só começar tudo de novo, uma beleza!

Eis que surge a Recording Industry Association of America (RIAA), o grupo que representa as gravadoras americanas, e acaba com a nossa alegria com todo esse papo de direitos autorais. O negócio é que um projeto como o Muxtape fere a sua missão de “fomentar um clima empresarial e jurídico que dá suporte à vitalidade criativa e financeira de seus membros”. It´s all about the money, baby. (Abre parênteses. Eles tem um paper de 2007 em PDF no site chamado “The CD: A Better Value Than Ever”. Sem mais. Fecha Parênteses).

O próprio Muxtape diz que nenhum artista ou selo reclamou do seu serviço e trata esse assunto como sendo temporário. Na justiça, vão argumentar que não oferecem material protegido por copyright, apenas permitem que os usuários armazenem algumas faixas online.

Enfim, o negócio é: quando a indústria fonográfica vai aprender que esses projetos podem ser oportunidade de negócio? Eles permitem uma distribuição e uma capilarização muito maior do que eles mesmos podem fazer, com todo o poder da indicação e do boca-a-boca, vantagem principalmente para as bandas pequenas e desconhecidas que poderão achar os seus canais e, por consequência, os seus públicos mundo afora. O fato é que não vão mais ganhar dinheiro no modelo tradicional, está na hora de pensar em novos formatos e perseguir e fechar os novos projetos não vão ser o caminho.

Agora a nova onda é o Blip.fm, uma mistura de música e microblogging que já anda se espalhando bem principalmente na blogosfera. Tô achando ótimo, porque virou uma rádio pessoal feita por mim e pelos amigos (aliás, meu blip tá aqui ó).

Vamos ver até quando dura.

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