Mimimi

É, hoje eu acordei assim. Lidem com isso.

“Sing like nobody’s listening,
Live like it’s Heaven on Earth,
Work like you don’t need money,
Love like you’ve never been hurt,
And dance like no one’s watching.”

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Bicicletas a 24 fotogramas por segundo

Devido a uma viagem, nosso querido palpiteiro Caio Paganotti não poderá postar hoje. Isso não vai significar página vazia. No lugar a fiel leitora e imensa amiga que tanto faz falta aqui no Brasil Érica Chaves nos mandou esse curioso texto direto da Espanha. Publicado orginalmente no soitu.es, portal que ela trabalha, o texto em sua língua original pode ser lido aqui. Temos certeza que o Paga está se sentindo bem representado.

et-o-extraterrestrePor Érica Chaves

A Bicicleta está bem próxima da telona desde o começo do cinema. Ela já aparecia no primeiro filme dos irmãos Lumière e esta eternizada em cenas memoráveis. Começa hoje o “Bicycle Film Festival 2008” em Melbourne (Austrália), festival iitrante que durante cinco dias tornará a bicicleta protagonista da arte e do cinema. Fizemos uma lista de seus papéis de destaque na história da grande tela.

La Sortie des usines Lumière (1895)
Neste longa-metragem, a bicicleta aparece com os operários que saem das fábricas francesas nas primeiras imagens da sétima arte. E não por acaso, pois as bicicletas eram o principal meio de transporte para curtas distancias no fim do século XIX.

Ladri di biciclette (1948)
A bicicleta foi o primeiro meio usado para se fazer travilling “A bicicleta está em plena efervescência quando nasce o cinema. Por exemplo, podemos associar o movimento das rodas e o filme quando se projeta na telona”, explica Eduardo Rodríguez, professor da Universidade Complutense de Madrid. No cinema francês dos anos 40 e 50 é típica a cena em que aparece um casal em cima de uma bicicleta. O cinema italiano também mostra nas telas o interesse por esse meio de transporte no clássico “Ladri di biciclette”.

Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969)
Tudo muda nos anos 60 e a bicicleta chega ao cinema americano como objeto de uma lembrança feliz em “Butch Cassidy and the Sundance Kid”. “A bicicleta agora faz parte de um sonho nostálgico que não pode mais ser vivido”, conta Pablo Francescutti, membro do Grupo de Estudos Avançados de Comunicação da Universidade Rey Juan Carlos de Madrid. O que está na moda agora são os sonhos de liberdade que os carros trazem consigo, como o que se vê em “Bonnie and Clyde” (1967)

As pessoas chegam às salas para ver os carros e nasce inclusive um novo subgênero, o “road movie”, cujo protagonista é o automóvel. “Na Europa havia mais carros nas telas do que nas ruas. O cinema foi o promotor do carro e provocou o desejo nas pessoas de comprar um” explicam os especialistas. Em “Herbie” (1969) o carro aparece como “objeto de amor” de seus donos.

Entretanto, o automóvel, que estava associado ao desejo, à independência e à modernidade, passa a ser associado a algo ruim. Em “O Diabo sobre rodas”, de Steven Spielberg em 1971, a personagem viaja em um carro e é perseguida por um caminhão. A fantasia agora é pesadelo e medo.

Se buscarmos um pouco mais na memória, encontraremos outros exemplos que vieram depois: “Um dia de Fúria” (1993), “Independence Day” (1996), “Armageddon” (1998). Francescutti explica que o carro teve sua ascensão com o espírito esnobe das classes altas, para depois passar a ser objeto de obsessão da maioria. Por isso está associado à destruição pessoal e coletiva.

Ainda que durante esses anos o carro chamasse mais a atenção nos filmes, outras jóias do cinema como “Breaking Away” resistem a deixar a bicicleta estacionada.

ET (1982), Quicksilver (1986) e A Vida é Bela (1997)
A bicicleta, apesar de continuar no passado temporal dos filmes, sempre esteve presente de maneira positiva no cinema. De acordo com os especialistas, o passeio em “ET” significa liberdade e em “A Vida é Bela”, a bicicleta está associada ao cotidiano e encontros de amor.

Para os que entendem de cinema, é possível que a bicicleta volte com a força que teve no começo da sétima arte, mas isso depende, sobretudo dos jovens, a principal classe consumidora de filmes na telona. “o que vemos nos filmes reflete a sociedade e os roteiristas mostram o que enxergam nela”.

La Bicicleta‘ (2006)
A principal protagonista deste filme do valenciano Sigfrid Monleón de 2006 é, sem dúvida, a bicicleta. Seu diretor assegura que se baseou no clássico do século passado “Ladri di biciclette”. A bicicleta também aparece como protagonista em apresentações ou camapanhas pelo uso da bicicleta, como em “We are traffic” (2005).

A bicicleta não só se transforma na estrela de grandes filmes, como também encontra seu espaço em pequenos documentários, curtas e longa-metragens que muitas vezes reivindicam esse meio de transporte sustentável. Há oito anos o Bicycle Film Festival , de junho a dezembro, percorre diferentes cidades do mundo como Nova York, Tóquio, Londres, Viena, paris, Milão e Melbourne, entre outras. O festival reúne diferentes trabalhos cinematográficos em torno da bicicleta que nem sempre conseguem chegam a fazer sucesso nas telonas.

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… like they do on the Discovery Channel

Hoje não tô no clima. Tô numa vibe Milton Nascimento e Oswaldo Montenegro (eu sei que a música é ruim, ok? apenas sintam o clima… ou peçam pra Déia escrever um post me ensinando o que é música boa… hahah), só que sem música, só na carinha de choro (ponto para quem cantou um “carinha de quem tá gostando demais/carinha de quem tá gostando demais”, na maior onda do Molejão quando eu disse “carinha”). Enfim, não estou no clima (e estou abrindo hiperlinks mentais no meu texto! Alguém faz parar!).

E foi partindo deste princípio que decidi pedir ajuda ao meu querido colega  de blog André Sobreiro. Disse que estava sendo um “parto” escrever este post e ele logo soltou “Faça sobre partos”. CUIDADO COM O QUE VOCÊ DESEJA, diria algum discípulo de Walter Mercado. Farei um post sobre partos e coisas estranhas e de superexposição que as pessoas colocam na internet.

O título remete ao caráter “discovery channel” que algumas destas cenas podem apresentar e a aquela musiquinha que tocava nas domingueiras mirins de alguns anos atrás. Vamos ao primeiro exemplo (cuidado, as imagens são fortes e REALMENTE nojentas… sério, não vejam!):

Ai, gente, agora nem sei mais porque coloquei isso aqui. Bom, já DEU de parto, né? Senão vou baixar a taxa de natalidade de leitores de internet... hahaha... Bom, vamos a mais superexposição. Na tela, o tema polêmico: SEX TAPE! Há quem diga que, se a mina deixou o cara filmar, merece que caia na internet. Mas ai vamos puxar uma discussão infrutífera sobre inclusão digital...

Sobre este assunto, a wikipédia fez um longo levantamento que você pode consultar. Pamela Anderson, Paris Hilton e amigos convidam para uma passadinha rápida aqui.

Outro caso que rolou "too much information" foi na recente separação da Suzana Vieria. Ok que o cara já tinha espacado uma puta e tal e a nossa querida Susaninha (sempre loira e sem a menor noção de cuidados capilares) havia feito a boazinha, mas foi demais publicarem fotos dos dois. Caberia aqui uma dica de vida, mas ia misturar vida pessoal com business. (um minuto de silêncio pela censura velada do meu superego)

Enfim, tem também os casos das fotos que "opa" vazaram das atrizes mirins (cada um tem a Bruna Marquezine que merece...) Miley Cirus e da namoradinha do Zac. Agora vou dar uma dica pras meninas. Cuidado com quem vocês namoram. Confira no I Hate You, Julia (a vírgula antes do vocativo é marcação da minha pessoa, que não sabe muita gramática, mas não gosta dos erros perceptíveis.. haha) o que um homem corno é capaz de fazer.

Ok, é oficial. Estou com medo do post ter ficado meio sem foco, mas era mais ou menos isso o que eu tinha pra dizer... Se é que eu tinha algo a dizer, mas isto é tema para algum post sério e existencial no meu blog.

N.A.: Quem escreve neste post não quer ter filhos neste e nos próximos anos. Só deixando claro, meio que batendo na madeira, pra não atrair estas coisas.

#TáUsando

  • Titatiritu: para ouvir POR HORAS. Isso embalou meus estudos do colegial... super recomendo!
  • Akinator: o adivinho! se você não viu ainda é uma pessoa super por fora da internet! hahaha... Explicações aqui!
  • Terra TV: eles disponibilizam MUITOS desenhos e séries. Vale a pena. Aos insones sem tv a cabo, uma boa dice pra madrugada...
  • Comics: navegue por várias tirinhas MUITO boas.
  • Videos gozadinhos dos nossos amigos do norte do continente.

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This is a Maaaasssh-up!

Você já deve ter ouvido sobre Mash-ups por aí. Não? Ok, lição #1: Granny Teller will show you.

Resumindo, os mash-ups resumidamente são músicas feitas com outras músicas. Chamados também de Bastard Pop, Bootlegs, Smashups, Blends, Cutups ou Powermixing, uma das histórias de sua origem conta que surgiu em 1956 com um mix da leitura de Orson Welles de Guerra dos Mundos com alguns samples musicais chamada “The Flying Sauce”, feita por Bill Buchanan and Dickie Bookman.

Como diria Granny Teller, “in the world wide web” é fácil achar tanto os samples quanto softwares de mixagem o que faz com que a mixagem seja praticamente carne de vaca. Mas mais do que misturar coisas que já existem, um bom mash-up combina criatividade e senso apurado para criar algo inédito.

Nessas de misturar o inusitado e fazer músicas loucas, quem se destaca para mim são Girl Talk e E603 (ultimamente, o que tenho ouvido mais) e o 2 Many DJs (que descobri faz pouco tempo). No Brasil, João Brasil (você pode baixar o novo trabalho dele “Big Forbidden Dance” aqui).

Outro que descobri recentemente e acabei pirando foi o DJ Yoda que além dos mixes musicais ataca também como VJ. O mais legal dele é que ele mistura também falas de filmes, séries, desenhos e até video game (Mário World, clássico). Aqui um teco da apresentação dele no Tim Festival 2008:

“Here Comes the Block Rockin’ Beats”

“OI Dirty Mario”

(via Trabalho Sujo)

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O futuro Disney

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Por André Sobreiro

Que a empresa do Sr. Walt Disney é uma fábrica de sucessos ninguém mais duvida. Desde os desenhos mais clássicos como Bela Adormecida até os atuais da parceria com a Pixar e o nonsense Piratas do Caribe, os sucessão são vários. Agora essa industria anuncia a incrível marca de 28 lançamentos até 2011.

O primeiro deles, previsto para o fim de 2009 é A Christimas Carol, filme com animação 3D baseado em história de Charles Dickens. Com direção de Robert Zemeckis e com Jim Carrey em sete papéis diferentes. Além disso, é grande a expectativa em torno de Tim Burton e sua Alice no País das Maravilhas.

Para as crianças, esse Natal traz Bolt, um cachorro metido a super herói com vozes de John Travolta e Miley Cyrus. Na seqüência virão Up e a continuação de Toy Story, que terá os outros dois filmes da trilogia relançados digitalmente.

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Mas a grande atração dos estúdios Disney não está em desenhos ou na frente das câmeras: é o diretor Jerry Bruckheimer. Nome responsável pelo sucesso da franquia Piratas do Caribe, Bruckheimer é o nome responsável por Prince of Pérsia, com o galã Jake Gyllenhaal (assumidamente um de meus atores favoritos na atualidade). Além disso, seu nome é ligado a outros projetos como o terceiro A Lenda do Tesouro Perdido, O Aprendiz de Feiticeiro e G-force. Isso sem citar o mais intenso boato do cinema atual: Piratas do Caribe 4, que ninguém sabe que continuará, mas TODO MUNDO diz que sim. São os estúdios Disney mostrando suas garras. Enormes, por sinal.

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zombie walk

são paulo é um país de contrastes, diria bart simpson.

temos de tudo neste amontoado de carros e prédios e nuvens – todos cinzas. nesse ajuntado de pessoas e sentimentos e sorrisos e lágrimas. enfim, nisso tudo que resolvemos chamar de cidade.

parada do orgulho gay, festa do ano novo, passeata de sei-lá-o-que de cristo, parada do orgulho hétero, greve dos professores… a avenida paulista é palco de grandes momentos paulistanos no decorrer do ano. neste último domingo, 2 de novembro – feriado de que muitos se esqueceram -, os finados saíram de fininho (tu-dum tsch!) do túmulo e foram se arregimentar no vão do masp: estava pra começar mais uma zombie walk. dê uma olhada tb no site oficial. e no site de são paulo, q não tem praticamente nada de informação, mas tem dois zumbizinhos q ficam andando em baixo q são muito fofos…

lá pelas 15h, uns mortos-vivos começaram a aparecer.

vou parar esse relato pra pôr pra fora uma dúvida. em inglês, morto-vivo aparece como undead. como algo pode ser undead? teoricamente, dead é o oposto de alive. então undead é alive? ou é outra coisa? e pq não existe unalive, então?

pronto.

bom, o evento foi sensacional! divertidíssimo. pra quem tava nele e tb pra quem tava só observando. queria ter ficado até o final para ver a galera andando pelas ruas, mas a chuva e o medo de ter o equipo afanado me levaram pra casa mais cedo.

abaixo, as fotos dos preparativos e da galera fazendo um esquenta.

enjoy!

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O tal do dever cívico

Por Cássia Alves

Hoje é mais um dos dias simbólicos para a democracia mundial. Eleições na dita maior potência do mundo, os Estados Unidos, escolhem entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain. Não venho aqui debater quem vai ganhar, ou quem será melhor para o andamento do mundo. E sim pra pensar no poder do voto. Enquanto aqui no Brasil, a Lavínia Vlasak aparece grávida e toda fofa mostrando a importância do tal “dever cívico”, artistas americanos se uniram e montaram uma campanha (Leonardo di Caprio, por meio de sua produtora, é o mentor da idéia) a produzir um vídeo em que incentiva os eleitores a não votar. Bem diferente, não?

Pois é. De acordo com o vídeo americano, um voto não é nada. A não ser que você se preocupe com coisas “bobas”, como a Guerra no Iraque. Ou com a crise econômica. Ou até mesmo a sua saúde, sua educação, e essas coisas. Bobagem, não? E aí fica a minha dúvida: será que essa psicologia reversa daria certo aqui no nosso Brasilzão? Eu acredito que ainda precisamos do apelo sentimental pra mostrar que o voto é importante. Até mesmo numa democracia que de tão livre obriga seus eleitores a votar. Claro que o povo brasileiro não é burro, isso se volta muito mais a um apelo sentimental do que algo que menospreze a inteligência do povo. As tais das diferenças culturais.

Dando uma olhada pela internet sobre esse assunto, vi que o UnderGoogle postou um texto hoje falando se os brasileiros votassem para algum candidato americano e para isso utilizasse como fator de influência do voto o número de vezes que ele citou o Brasil. Obama falou do Brasil apenas uma vez em seus discursos, e McCain sete, uma delas inclusive defendendo a possibilidade do país entrar no G8. Ao mesmo tempo, as pesquisas com o público brasileiro (e interneteiro) é que Obama ganharia facilmente. Outros fatores influem, e este é só um exemplo que um plano de campanha não faz um candidato.

Carregar o Bilhete único na catraca ou buscar o governo federal para ampliar o metrô não garante o sucesso de um candidato. Talvez essa sim seja uma lição que podemos aprender com as eleições americanas – o poder de ponderar muita coisa antes de chegar na urna e depositar aquele votinho que tem um peso enorme e não precisar mais de campanhas fofinhas que tentem mostrar isso com outro viés. E talvez eles tenham que aprender sim conosco os métodos de informatização das eleições – com ressalvas à manipulação, obviamente. Porque aí nenhuma democracia consegue vencer. E talvez um dia eu me sinta confortável novamente para não mais anular meu voto.

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